CASE 2018 - Startup Awards

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Ontem a noite ocorreu a premiação da Associação Brasileira de Startups para os destaques do ecossistema em 2018.

Gostaria muito de agradecer as seguintes premiações:

- Na categoria Mentor de Startups, fui um dos 3 finalistas, assim como nos anos de 2015, 2016 e 2017.

- Na categoria Aceleradora, a vencedora foi aDarwin Startups, aceleradora liderada pelo Marcos Roberto Mueller e na qual atuo como mentor.

- Na categoria Comunidade, mais uma vez a comunidade na qual participo, a Startup SC, foi uma das 3 finalistas e nosso embaixadorAlexandre Souza foi premiado como Herói do Ano.

- Na categoria Startup do Ano, uma das 3 finalistas foi a Decora / CreativeDrive, startup na qual sou co-fundador junto com Daniel Smlnr,Gustavo TremelPaulo Orione e Rodrigo Griesi.

- E por fim, categoria Startup do Ano, a vencedora foi a Edools, empresa liderada pelo Rafael Carvalho e pelo Bernardo Kircove, na qual sou sócio e advisor.

Muito obrigado a todos que apoiaram nessa jornada insana no mundo das startups, em especial à fantástica comunidade StartupSC!

#scstrong
#startupsc

Startup brasileira Decora é vendida por US$ 100 milhões

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(Publicado em 15 de março de 2018 na Revista Exame) 

"A  startup brasileira Decora, especializada na criação de cenários de decoração em 3D, foi vendida para a americana CreativeDrive, companhia global de criação de conteúdo para moda e decoração, por 100 milhões de dólares, no segundo maior negócio com empresas de tecnologia do país no ano, depois da venda da 99 para a chinesa Didi Chuxing. Criada em Florianópolis, a Decora automatiza a criação de modelos de produtos e cenários 3D que são utilizados por e-commerces. Dessa forma, os clientes podem montar ambientes e editar, adicionar, remover e modificar as imagens de forma dinâmica, na própria plataforma.

Uma loja de móveis online, por exemplo, aumenta suas vendas se conseguir mostrar melhor o produto para seus clientes. Uma foto de uma cadeira num ambiente branco não é tão atrativa – nem tão vendável – como se ela estiver em um ambiente todo decorado. O problema é que montar esse ambiente não é tão fácil e prático. O que a Decora fez foi criar uma rede de colaboradores em todo o mundo para criar essas imagens em 3D e dar eficiência aos e-commerces que as utilizam, dando escala para um negócio que antes era lento. Se a loja online pedia para um estúdio criar uma sala com um tipo de cadeira, por exemplo, e depois quisesse colocar outro móvel, a mudança teria que ser feita manualmente.

A CreativeDrive comanda mais de 150 estúdios de criação ao redor do mundo, fazendo imagens de decoração e moda, e comprou a Decora justamente para automatizar o processo de produção dessas imagens e aproveitar a plataforma que é disponibilizada para os lojistas. A Decora tem clientes como os varejistas americanos como Bed Bath & Beyond, Target, Lowe’s, Jacuzzi, além de brasileiros como Portobello e Mobly.

Fundada em 2012 por Gustavo do Valle e Paulo Orione, dois estudantes de Administração de Florianópolis, Santa Catarina, a Decora tem uma história pouco usual para o setor, já que cresceu até a venda sem nunca ter recebido aporte de investidores externos. Além disso, eram pouco conhecidos e estavam abaixo do radar da mídia, de concorrentes e dos próprios investidores. Diferente de muitas startups, apostaram que focar no produto traria mais clientes do que aparecer e a estratégia deu certo.

A Decora mudou duas vezes o modelo de negócios antes de achar o atual nicho. Começou como uma espécie de marketplace para que pessoas interessadas em decoração contratassem profissionais que criar esses ambientes. O modelo não cresceu no ritmo esperado e os fundadores perceberam que seria melhor se aproximar de e-commerces que utilizassem esse tipo de material criado pelos designers e decoradores.

Por fim, notaram que era preciso dar escala à criação desse conteúdo, o que os estúdios com os quais concorriam não conseguiam fazer. Investiram em melhorar a tecnologia da plataforma e em captar profissionais freelancers de todo o mundo para ajudar a criar esse tipo de conteúdo. “O principal problema dos varejistas era ter a imagem dos produtos com boa qualidade e em um ambiente interessante. Percebemos que se pudéssemos escalar isso com uma comunidade de designers e se o cliente não precisasse fazer nada, apenas recebesse a cena, isso seria distuptivo. Hoje, a gente coleta os dados do site do cliente e entrega para ele quantas imagens ambientadas ele quiser dentro do site dele”, diz Gustavo do Valle, presidente da Decora. 

Em 2017, a empresa escalou o volume de produção destas imagens com um crescimento de mais de 1000%, com o apoio de uma crescente comunidade de designers 3D espalhados por todo o mundo. Atualmente a Decora chega a ofertar por mês para seus clientes mais de 15 mil modelos de produtos 3D e mais de 7 mil ambientes digitais, para varejistas nos Estados Unidos e América Latina.

Ao longo do tempo, outros três sócios se juntaram aos fundadores, Rafael Assunção, Rodrigo Griesi e Daniel Smolenaars. Em 2015, com a ajuda do Sebrae-SC, a Decora começou a operar nos Estados Unidos, que se tornou o principal mercado da empresa, e chamou a atenção da CreativeDrive. “A CreativeDrive é o parceiro estratégico ideal para a Decora por trabalharem com marcas líderes e empresas os mais diferentes segmentos e indústrias. Têm reputação de alta qualidade e um alcance verdadeiramente global”, diz do Valle."

CARTA AOS EMPREENDEDORES QUE PARTICIPARAM DA SELEÇÃO DA SEXTA TURMA DO STARTUPSC

CARTA AOS EMPREENDEDORES QUE PARTICIPARAM DA SELEÇÃO DA SEXTA TURMA DO STARTUPSC

Meus amigos, hoje é o dia que serão anunciados os selecionados e quero conversar com todos vocês que participaram deste processo seletivo.

Em primeiro lugar, precisamos todos comemorar um fato muito importante para o ecossistema empreendedor do estado: tivemos o recorde de empresas inscritas, com 258 startups, e mais importante, o nível das empresas, que tem crescido ano após ano, foi o melhor de todas as edições!

Nosso desafio para selecionar as 20 empresas foi enorme, portanto parabenizo aos selecionados e já adianto que teremos pela frente meses de muito trabalho, aprendizado, “pivots“ e crescimento.

Como um dos selecionadores das startups e mentor do programa desde a primeira turma, gostaria de compartilhar os principais critérios que tem norteado a minha avaliação, de tal forma que vocês possam voltar para a próxima seleção com ainda mais chances de serem selecionados.

O que aprendi com 50 startups em 2013

Este ano tive a oportunidade de realizar mentoria para dezenas de startups através do StartupSCStartup WeekendSocial Good Brasil, Desafio Brasil e IBM Smart Camp. Além disso, também acompanhei as startups nas quais atuo como conselheiro e lecionei na ESAG -UDESC  um curso de empreendedorismo digital.

Analisando as principais questões discutidas com os empreendedores de mais de 50 startups, identifiquei alguns temas comuns a quase todos. Vamos a eles:

 

1 – Ideia boa é relativo!

Aprendi com as startups que é impossível dissociar uma ideia do time que está à frente do negócio. Não adianta ouvir um pitch de uma startup para dizer se o negócio é bom ou não. Uma boa ideia só será transformada num bom negócio quando for executada por um time que tenha as competências necessárias.

Empreendedorismo: arte ou ciência?

Empreendedorismo: arte ou ciência?
(artigo originalmente escrito para a Sustentare Escola de Negócios

 

Você já ouviu falar de um jovem genial no Vale do Silício que teve uma ideia brilhante, criou um site, levantou capital de fundos de investimento e depois de alguns meses já tinha milhões de usuários?

É bastante comum a percepção de que empreender é uma arte destinada apenas àqueles que estão no local certo, possuem um talento inato e são brindados por uma ideia genial. Tal como um pintor ou escritor, bastaria ao empreendedor lançar sua obra-prima que seus clientes surgiriam de todos os cantos.

Para corroborar esta ideia, não faltam exemplos como o Facebook e o Instagram, nos quais estudantes universitários, do dia para noite, tornam-se proprietários de empresas bilionárias.

Buscando um aporte de USD 1 milhão?

Buscando um aporte de USD 1 milhão?

​Você começou sua startup, vem batalhando no "bootstrap mode" ou até conseguiu algum dinheiro com parentes e amigos. Já obteve os primeiros resultados e animou-se a buscar dinheiro com algum investidor.

Para tanto, caprichou no powerpoint, montou uma planilha com uma projeção "conservadora" e, depois de muitos contatos, conseguiu uma reunião. Depois de muitas perguntas e sugestões, ouviu a frase: "olha, gostamos muito de sua startup, quando conseguir tração volte aqui que temos interesse em conversar.​"

O Fanático por Metodologia

O Fanático por Metodologia

No mês passado estive participando como mentor do Startup Weekend e me deparei com um tipo de empreendedor que tem sido cada vez comum no cenário das startups: o Fanático por Metodologias.

A conversa com ele foi muito interessante. Depois de ouvir um pitch de 3 minutos sobre uma ideia "inovadora", "disruptiva" e "original", resolvi perguntar como ele iria monetizar aquele negócio.

Ele me disse que aquela não era uma questão relevante no momento, pois de acordo com o Steve Blank, ele estava na fase de encontrar o Product/Market Fit, e como ainda iria pivotar o negócio algumas vezes, não era hora de resolver isso. Disse que segundo o Startups Genome Compass, startups que pivotam tem mais chances de sucesso.

Como avaliar se sua ideia para uma startup é boa?

Como avaliar se sua ideia para uma startup é boa?

Nós últimos dias estive envolvido com a seleção de empresas para o StartupSC e ao analisar as startups candidatas ao programa uma pergunta não tem saído da cabeça: como avaliar se uma ideia é boa ou ruim?

Como todos nós adoramos listas, elenquei 4 atributos que creio que caracterizam uma boa ideia:

1 – Está no DNA dos Empreendedores: Não adianta montar uma empresa numa área que você não conhece. Quer fazer uma solução para escritórios contábeis? É bom que na sua lista de contatos existam pelo menos meia dúzia de profissionais da área com os quais você possa conversar e aprender. Se você não sabe para quem ligar, nem para marcar a primeira reunião, é provável que esteja no mercado errado.

Papai Noel não trouxe Leads? Não adianta apelar para o Google...

Papai Noel não trouxe Leads? Não adianta apelar para o Google...

Um dos principais desafios para qualquer empresa é conseguir gerar leads de forma eficiente. Quando falamos de uma startup no mercado B2B, é muito comum ouvir de empreendedores uma expectativa de que, após colocar o site no ar, os clientes começarão a chegar.

Passados os primeiros dias de silêncio na caixa de entrada, começa a surgir a idéia de que será preciso um esforço em SEO para melhor o posicionamento nas buscas no Google e uma verba em Google Adwords para garantir mais acessos.

O resultado costuma ser o mesmo: o Google ganha dinheiro (a banca sempre ganha), e nada de leads convertidos em clientes....

4 Motivos para Apostar no B2B

4 Motivos para Apostar no B2B

Criar uma startup nunca é fácil. Sabemos que o primeiro desafio é sobreviver, portanto encontrar um modelo de negócios que traga a maior probabilidade de sucesso é fundamental.

Listo abaixo 4 características do mercado B2B que podem aumentar a chance de êxito de sua startup:

  • Proposta de Valor: de forma geral são mais claras e podem ser quantificadas. Trata-se de ajudar as empresas a reduzir custos ou aumentar a receita. Caso seu produto seja capaz disso, os clientes pagarão por isso. Não é preciso primeiro chegar a um milhão de usuários...